Este é um blog que abordará temas políticos, vizando ampliar e aprofundar nossos estudos na matéria de Ciência Política do Curso de Direito da Univ. Positivo. Além de também ser um instrumento alternativo para informar e conscientizar a sociedade.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Relações entre o Poder e a Política
Relações de poder
A filósofa Viviane Mosé revisita agora um dos períodos mais sombrios da nossa história: a ditadura militar. E lança uma pergunta: de que maneira as relações de poder deixam marcas no nosso dia-a-dia?
“O ser humano é incrível no seu limite. À medida que eles torturavam, que eles matavam, um sentimento para mim ficou muito grande: de ódio. E esse ódio também me deu força, porque existem certas coisas que a gente tem que odiar para o resto da vida”, acredita Criméia Almeida, ex-guerrilheira do Araguaia.
O seu amor, ame-o e deixe-o.
Livre para amar...
Livre para amar...
Livre para amar...
Livre para amar...
O golpe militar de 31 de março de 1964 deu início a um dos períodos mais sombrios de nossa história: foram duas décadas de repressão política, perseguição e censura.
Ame-o e deixe-o
Ir aonde quiser
Ir aonde quiser
Muitos movimentos de resistência atuaram contra o novo regime. Criméia Almeida, sua irmã Amélia e seu cunhado, César, eram jovens que participavam desses movimentos, e por isso foram perseguidos, presos e torturados.
“Eu vivi na clandestinidade quase que oito anos, os oito anos da minha juventude”, observa Maria Amélia Teles, ex-presa política.
“Eu sabia que nós estávamos sendo vítimas de uma injustiça, que era um poder muito mais forte do que nós que estava fazendo isso”, relata Janaína Almeida, filha de Amélia e historiadora da USP.
Mas o que é o poder? Para o filósofo francês Michel Foucault, o poder não é uma coisa, nem uma propriedade. Ele não está localizado somente no governo, nem no estado.
Se utilizarmos a distribuição de energia elétrica como exemplo, não podemos identificar o poder apenas com a estação central, mas principalmente com os fios que chegam a todos os lugares e atingem todas as pessoas.
O poder é uma rede de relacionamentos, de relações. Isso quer dizer que em todos os lugares, em todas as classes sociais, há sempre relações de poder. Mesmo que não pareça.
Mas como ele se manifesta? Associamos o poder à punição, ao castigo. Até o fim do Século 18, era comum o poder ser exercido por meio da força física, da dor. Era o que acontecia no ritual do suplício - uma cerimônia pública, em que um criminoso era torturado até a morte. Mais do que uma reparação moral, o suplício era uma prova de força, a manifestação do poder político do rei.
Foi o que aconteceu no Brasil com Tiradentes. O líder da Inconfidência Mineira foi enforcado e esquartejado para servir de exemplo aos que ousassem desafiar a coroa.
Com o tempo, o hábito de punir publicamente deixou de ser viável. Nasce a prisão como uma forma de humanizar os castigos, mas que serviu apenas para levar o suplício para longe dos olhos da sociedade.
“Lembro quando a gente entrou na 36ª Delegacia, e lembro quando a gente entrou num corredor muito escuro, e no fundo tinha uma cela muito escura, onde meus pais estavam. E eles estavam, assim, totalmente estáticos, não conseguiam se mexer”, recorda Janaína.
Janaína e seu irmão, Edson, nunca se esqueceram do dia em que os militares os levaram para ver os pais, Amélia e César, que haviam passado por uma sessão de choques e espancamento. Janaína tinha 5 anos de idade. Edson, 4 anos.
“Eu me lembro de uma mulher me chamando pelo nome, e eu reconheci a voz como a voz da minha mãe, mas eu olhava para ela e via que não era o corpo dela. Por quê? Ela estava com o corpo desfigurado. Ela estava ensangüentada, esverdeada de levar pancada”, conta Edson Teles, filho de Maria Amélia.
“Eu estava amarrada, nua, urinada, toda suja, humilhada e eles levaram para os meus filhos me verem desse jeito”, indigna-se Amélia.
Para entender a dinâmica do poder, Michel Foucault resolveu estudar as prisões, porque nas prisões o poder não se esconde, não se mascara cinicamente. Ao contrário, pode se manifestar em seu estado bruto, em suas formas mais excessivas. Ali ele encontra a sua inteira justificativa como um poder moral. Em nome do bem e da ordem, é permitido punir. Mas qual o limite do direito legítimo de punir?
“Era espancamento, era choque elétrico nas mãos e nos pés”, observa Criméia.
Criméia, presa por envolvimento com a luta armada, mesmo grávida de oito meses, não foi poupada. Ficou 20 horas em trabalho de parto, na cela, sem qualquer ajuda, até que seu filho nasceu no Hospital do Exército.
“Sabe o que eu pensava na hora do parto? Puxa, eles prendem, matam e as pessoas estão nascendo, né? Eles não são capazes de segurar tudo...”, afirma.
“Eu acho que as pessoas têm as opções, as pessoas fazem as escolhas, sejam certas ou erradas. Agora, eu não tinha feito nenhuma escolha. Eu não tinha nem nascido ainda. Então, isso é uma coisa que me incomoda”, destaca Joça Graboi, filho de Criméia.
O projeto que deu origem à prisão não previa o sofrimento físico, a tortura. O objetivo não era punir, mas vigiar, controlar.
“Isso aqui são os olhos do regime, né?”, mostra Fauso, responsável pelo Dops/SP.
Os arquivos do Dops de São Paulo, o Dops, o Departamento de Ordem Política e Social, mostram como pessoas comuns eram espionadas no seu dia-a-dia, na época da ditadura.
“Um sapateiro, uma pessoa que num boteco de esquina falou mal da ditadura, ou falou mal de um político, e foi fichado”, exemplifica Fausto.
Este poder repressivo parece ter deixado marcas profundas em nossa cultura.
“A ditadura feriu a alma do povo, e acho que feriu no que nós tínhamos de mais bonito, que era a generosidade e a solidariedade” acredita Amélia.
“A marca, a herança que nós recebemos da ditadura é a impunidade”, acha Janaína.
A prática de abusos físicos continua presente em nossa sociedade de várias formas: no treinamento de militares e policiais, no espancamento de mulheres e crianças, na prostituição infantil, nas favelas, no asfalto.
“E assim continua. A sociedade brasileira tem escravidão escondida, tem assassinatos, tortura...”, observa César Almeida, ex-guerrilheiro.
O conhecimento deve estar sempre ligado à história. Não à história oficial, dos livros, que em geral desvaloriza e desqualifica as lutas das pessoas comuns, e sim à história dos combates esquecidos, de nossos heróis anônimos.
“Esses arquivos não são papéis velhos. Esses arquivos retratam a vivência dessas pessoas comuns, que apesar de comuns eram capazes de gestos de extrema grandeza”, elogia Fausto, responsável pelos arquivos do Dops-SP.
“Falta à nossa democracia, ao nosso país, uma maior reflexão sobre o que nós vivemos”, observa Edson.
Designar os focos de abuso de poder, falar deles publicamente, nomear, dizer quem fez, é uma forma de luta.
“E aí, então, eu pensava assim: ‘Eu tenho que denunciar o que é feito com as pessoas. Eu vou sobreviver’”, diz Amélia.
Se o poder está em todos os lugares, como diz o filósofo, todo gesto de resistência, por menor que seja, atua na grande rede que guia nossas vidas.
“Se existe alguma chance de não repetir os mesmos erros é conhecendo o passado”, alerta Janaína.
Retirada da página seguinte:
Na política, o poder é demonstrado de diversas formas, mas sempre está ligado a submissão de muitos àqueles que se apresentam mais fortes. Devido a capacidade de manipulação e a virtude de causar temor, sendo esses os que mantêm o poder, capazes de passar sobre qualquer valor ético ou princípio para garantir aquelas qualidades.
Assim como disse Maquiavel o homem é mau e trai quem ama, mas não trai quem teme, jamais confie no amor.. Os seus súditos devem temer, mas é bom também que eles te amem, pois o amor depende do outro,
o temor depende de você.
É por isso que por muitos anos a repressão, e uso abusivo da força, com intenção de causar dor foram vistos como garantidores do poder político e de sua manutenção, no entanto não basta apenas isso, é necessário também mascarar a realidade como se tudo que for feito seja em beneficio dos submissos e jamais ao detentor do poder, para que o amem.
A política e o poder andam juntos, pois quem vence na política é aquele que possui o poder, já que sua vontade e sua ordens estarão sempre acima dos demais.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
O Poder Político da Igreja no Brasil de hoje
Introdução
A Igreja busca poder político e controle do Estado, para que não haja desintegração de seus fieis, para isso amplia sua influência nos países, para não perder sua força social e por isso que se opõem aos regimes autoritários e contestadores.
Atualmente, no séc. XXI, após as reformas eclesiais, é na America latina que se encontra o maior numero de fieis e por isso torna-se mais fácil sobrepor à mensagem religiosa passada pela Igreja.
Nos dias de hoje:
Atualmente, no séc. XXI, após as reformas eclesiais, é na America latina que se encontra o maior numero de fieis e por isso torna-se mais fácil sobrepor à mensagem religiosa passada pela Igreja.
Max Weber acredita que existem três tipos de poderes para que se possa obter controle de uma nação. Dentre eles o poder tradicional, característico das monarquias, que independe da legalidade formal. O poder carismático, que é aquele exercido pelos líderes autênticos, que interpretam os sentimentos e as aspirações do povo, muitas vezes contra o direito vigente. Por fim, o poder racional, que é exercido pelas autoridades investidas pela lei, havendo coincidência necessária, apenas neste caso, entre legitimidade e legalidade. A Igreja caracteriza-se pelo segundo poder, o carismático obtendo vitória no ponto mais sensível da humanidade, o emocional.
A política em Santo Agostinho
Para que haja ordem e paz é necessária a atividade política do pastor que busca concentrar o povo. Pois assim, os governantes, por meio do exercício correto poderão fazer o melhor serviço para o bem comum. Como o ser humano é um todo, deve-se preocupar com exercício ao Culto do Deus verdadeiro, pois ele transforma as pessoas.
A política em Santo Tomás de Aquino
A sociedade política/reino/civitas como a organização humana de cúpula e a mais importante, à qual todas as outras fazem referência.
A ciência mais importante - ciência arquitetônica - porque se refere ao objeto mais elevado e perfeito, é a política, ciência prática por excelência.
O papel da razão na sua feitura (por contraposição à política como pecado em Santo Agostinho).
A ciência mais importante - ciência arquitetônica - porque se refere ao objeto mais elevado e perfeito, é a política, ciência prática por excelência.
O papel da razão na sua feitura (por contraposição à política como pecado em Santo Agostinho).
Para o grupo:
A religião por meio de seu poder carismático mantém influência garantindo o seu poder político, que por conseqüência, manterá os fieis e seu poder econômico. A influencia da Igreja nos dias de hoje não é mais como antigamente, muitos fies não acreditam em seu poder e vão às missas com o único objetivo de rezar e agradecer a Deus. Porém, ainda há pessoas que são manipuladas.
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Democracia participativa
Situando -se no assunto:
A democracia visa mecanismos valorativos que obtenham o controle da sociedade civil por meio de uma administração pública, no entanto o papel democrático não se reduz tão-somente ao voto, mas deve estender-se à esfera social.
Aqueles que defendem a democracia participativa alegam ter sido perdido o verdadeiro sentido da palavra democracia ao decorrer da história. Sendo a sociedade meramente representada pelos governos eleitos, e deixando de lado a participação efetiva.
Idealiza-se o motivo do exercício do poder político, que está baseado no debate livre entre cidadãos iguais, por meio da democracia participativa.
Pensadores:
Rousseau se opondo a representação política,defendeu a democracia participativa, dizendo que "Na verdade, as leis são as condições da associação civil".
No entanto, Locke ao caracterizar o poder legislativo, define a democracia participativa vinculando à representação do poder pelos governantes eleitos pelo povo, defendendo as liberdades negativas e a representação político-parlamentar
Pontos a destacar:
A democracia visa mecanismos valorativos que obtenham o controle da sociedade civil por meio de uma administração pública, no entanto o papel democrático não se reduz tão-somente ao voto, mas deve estender-se à esfera social.
Aqueles que defendem a democracia participativa alegam ter sido perdido o verdadeiro sentido da palavra democracia ao decorrer da história. Sendo a sociedade meramente representada pelos governos eleitos, e deixando de lado a participação efetiva.
Idealiza-se o motivo do exercício do poder político, que está baseado no debate livre entre cidadãos iguais, por meio da democracia participativa.
Pensadores:
Rousseau se opondo a representação política,defendeu a democracia participativa, dizendo que "Na verdade, as leis são as condições da associação civil".
No entanto, Locke ao caracterizar o poder legislativo, define a democracia participativa vinculando à representação do poder pelos governantes eleitos pelo povo, defendendo as liberdades negativas e a representação político-parlamentar
Pontos a destacar:
Positivo: Todos possuem o direito de eleger aquele que julgar mais apto para praticar o poder, em seu nome, um direito de escolha. Por meio da eleição todos são iguais, pois tem o direito de voto, não importando classe social.
Negativo: Pessoas sem instrução política podem ser manipuladas, já que são mais vulneráveis a serem enganados e assim podendo eleger candidatos de má fé, deixando de lutar pelos seus ideais, perdendo portanto a efetividade de seu voto e a escolha de alguém representativo de seu próprio poder.
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